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Felicidade, sim.

Instrumentos

Dou bom dia para mais um dia dos meus dias; Para a luminosidade que meus olhos enxergam para além da luminosidade verde dos olhos da minha amada; Para a pretice brilhosa da minha guitarra em muda espera sobre seu esperadouro! Encho o pulmão de ar, que expiro em seguida com ruido generoso e suis generis de quem sorri e se acha em vivaz felicidade. Surpreendo-me, pois, a alardear-me uma felicidade muito minha e sem fim, que o será, sabemos, tão somente  na vigência da sua duração. A vida últil da felicidade, não costuma ser das mais longas no estado de espírito, que dizer no estado real…Especialmente nestes tenebrosos tempos de assustadores horizontes. Mas hoje, reservo-me o direito de não olhar para os cumulo-nimbus, no intuito de alongar esse meu raríssimo estado de felicidade…

 

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Minha Ibanez

“…E a minha Ibanez chegou! Pretinha, como eu a queria; Cheirosa, como eu a desejava; Sonora pra caraio, como eu a imaginava! Habemos Ibanez, portanto, e só não vou dormir com ela porque a Nina não é mulher ligada em menage à trois…”

Esse post no Feicibuqui, após trazer para casa uma guitarra “Ibanez” original japonesa de boa qualidade, revela a minha satisfação pela desejada aquisição. No entanto, o preço do instrumento situa-se a anos-luz das loucuras de valores que são cobrados por modelos do mesmo fabricante, com a assinatura de expoentes máximos do kilate de Steve Vai! Felicidade, afinal, não leva em apreço o preço …

 

Auto estima

mimesmo

Ver-me mimesmado numa fotoselfie, não é coisa muito do meu agrado, a não ser que a imagem seja escurecida, em contre-jour, virada em sépia bem escura ou em p&b esculachado de sombras. Tendo à depressão, se me alongo na observação da minha imagem fotográfica. Isso deveria ocorrer de forma mais intensa em frente ao espelho. Mas não! Dá-me pra rir e eu tomo o cuidado de me retirar, não vá de repente me dar pra chorar! No entanto, vem crescendo bastante minha auto estima – salvaguardados alguns momentos de humor maligno, porque o feicebuque anda um vômito, a política é uma cagadeira fedorenta que ninguém nunca conseguirá higienizar e, enfim, esse mundo está phoda, assim mesmo, com ph. Mas, dizia eu, minha auto estima parece haver subido alguns pontos, o que atribuo à vontade incontrolável de comprar uma guitarra elétrica e um amplificador para tumultuar a posta restante e não deixar pedra sobre pedra…

Lunar

Luaa

Há dias que arrasto comigo a vontade de dizer algo sobre o cinquentenário do pouso na Lua. Após ene começos e tropeços, o que restou no fundo do filtro foram valiosas gemas de brilho multi colorido das recordações do meu, ao tempo, bastante recente pouso sobre a luinha da minha vida. Enquanto Neil Armstrong experimentava, cauteloso, aquela superfície poeirenta, eu já vinha, havia algum pouco tempo, misto de cauteloso e arrebatado, aprendendo a explorar com carinho as maravilhas da minha estrelinha…

De resto, deixa que outros escrevam, que falem, que digam sobre o pouso na Lua – feito tecnológico extraordinário, porque eu reafirmo ser meu, o mais importante dos celestiais eventos daquela era!

 

Pages of my mind

Show de holofotes

Athes Ling Ying is a superwoman I had opportunity to work with in Singapore. About ten years are gone since those days, when we experienced, on opposite sides, an extremely tough and dense technical and commercial struggling project. I admired her both as an engineer and as a very kind and good-humored person. And, why not – a very attractive young woman indeed!

I still miss and recall those times, when I was given the chance to live and enjoy for two years, a city of superlatives. In fact, Singapore will remain on top of my list of unforgettable places!

Ling Ying today´s birthday led me to open and turn pleasant pages of my mind…

Lazy soul

Icaraí-2605

Hoje não consegui achar-me para me convidar a cumprir a costumeira e medicinal caminhada matinal. Ocultei-me atras de mim próprio e não fui, pois, ao encontro daquele mesmo par de ótoridades pedalando preguiçosamente ao longo do calçadão, e do outro habitual trio de tranquilas ótoridades em conversa amena ao lado de suas cansadas motocicletas adormecidas sob a árvore. Os aposentados lá estarão por certo, carteando os baralhos, alheios à cachorrada cagando as calçadas e seus donos fazendo que apanham os cagalhões que serão pisados pelos tenis novos de algum sortudo. Os personal trainers tentam fazer nós nos membros dos seus clientes, enquanto aquele mesmo grupo sob o comando de um group trainer, tenta acertar assincronias na ginástica rítmica à beira da praia. Eu hoje não estou – não hoje, amanhã sim – ou talvez não, sabe-se lá…

Rogo

Rollei-

Há alguns dias, andava amuado sob o stress da espera de resultados de exames laboratoriais que tiveram final feliz. O bom desfecho alegrou-me muitíssimo, mas não bastou e continuei amuado e até envergonhado, porque num daqueles dias ocorreu-me montar na sala de estar um cenário para uma foto em que eu apareceria em desfoque, com a velha Rolleiflex em destaque, premeditando o que eu imaginei resultar numa “vintage” que me desse algum orgulho, num período sem qualquer inspiração. Contudo, durante a preparação, a minha veneranda Rollei dos anos 50 despencou no chão da sala e avariou seriamente o sistema reflex. A fotografia “vintage” acabou sendo esquecida, como tantos textos inacabados que encontro nos meus arquivos moribundos…

***

Em mim inda agora mergulhei,

e quase que em mim me afoguei,

tentando a inspiração recuperar;

Mas a alma deve tê-la prendido!

À musa eu fiz um pedido

que a inspiração faça libertar,

prà inspiração a mim tornar…